sábado, 23 de abril de 2016

Indústria foi o setor que mais demitiu trabalhadores em 2015

Indústria foi o setor que mais demitiu trabalhadores em 2015.



De acordo com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira (21), a indústria de transformação foi o setor que mais demitiu trabalhadores com carteira assinada no ano passado, com 608 mil demissões, seguida pela construção civil (-416 mil vagas).

No setor de serviços, o saldo foi de 276 mil demissões em 2015, seguido pelo comércio, com 218 mil vagas fechadas no período. A indústria extrativa mineral registrou 14 mil demissões no ano passado. A administração pública demitiu 9,23 mil.
A agricultura foi o único setor com saldo positivo de criação de vagas. Em 2015, o setor contratou 9,8 mil pessoas.
Pior resultado em 24 anos.

SEM CITAR GOLPE, DILMA FALA EM IMPEDIR UM RETROCESSO.

  • A presidente Dilma Rousseff afirmou na Assembléia Geral das Nações Unidas que o país vive um momento "grave" e que os brasileiros saberão impedir "um retrocesso". A afirmação foi feita ao final de seu pronunciamento desta sexta-feira (22) na cerimônia de assinatura do Acordo do Clima de Paris, na sede da ONU em Nova York.
Sem mencionar a palavra "golpe", a presidente concluiu seu pronunciamento centrado no tema climático fazendo um desvio para abordar a crise política no Brasil.
  1. "Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso", disse.
  2. .

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Cerveró depõe e liga Renan e Cunha a propina.

18/04/2016 21h44 - Atualizado em 18/04/2016 22h29

Cerveró cita envolvimento de Cunha e Renan em propinas, em depoimento

Ex-diretor da Petrobras falou pela primeira vez como delator na Lava Jato.
Caso de Cunha foi objeto de ação penal contra o deputado no STF.

Samuel NunesDo G1 PR
O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, citou um possível envolvimento dos presidente s da Câmara dos Deputados e do Senado no recebimento de propinas pagas a funcionários da estatal. A oitiva, nesta segunda-feira (18), foi a primeira de Cerveró na condição de delator na Operação Lava Jato.
Somados os valores, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teriam participado de operações que renderam cerca de US$ 35 milhões em propinas.
Cerveró falou em um processo que trata sobre um empréstimo de R$ 12 milhões, feito pelo Banco Schahin, ao empresário José Carlos Bumlai. O valor nunca foi pago. O empresário reconheceu que a quantia foi destinada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo as investigações da Lava Jato, o Grupo Schahin teria sido beneficiado em um contrato de US$ 1,6 bilhão, para operar o navio-sonda Vitória 10000 para a Petrobras.
Segundo Cerveró, as propinas em que Cunha e Renan estariam envolvidos foram pagas não pelo Grupo Schahin, mas pela Samsung. A empresa sul-coreana construiu, além do Vitória 10.000, outro navio-sonda para a estatal, nomeado Petrobras 10.000, entregue antes da embarcação que foi operada pela Schahin.
De acordo com Cerveró, os valores pagos pela Samsung aos políticos e funcionários da Petrobras giraram na ordem de US$ 15 milhões para o Petrobras 10.000 e de US$ 20 milhões no Vitória 10.000.
O ex-diretor explicou que a construção das duas sondas partiu de uma necessidade da Petrobras. “Nós acertamos as bases, e aí vou me permitir, citando a minha colaboração premiada, na primeira sonda, Petrobras 10.000, houve um acerto de propina de US$ 15 milhões e na segunda sonda, a Samsung aumentou essa propina para US$ 20 milhões, propina essa que não foi paga”, disse.
Segundo Cerveró, foi o deputado Eduardo Cunha quem conseguiu, com a ajuda do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, a liberação da quantia devida pela Samsung aos membros do esquema. “Só depois de vários anos é que o Fernando Soares conseguiu, através de um apoio do deputado Eduardo Cunha, receber parte da propina devida dessa segunda sonda”, afirmou ao juiz Sérgio Moro, sem dar detalhes de como as negociações teriam acontecido.
Renan Calheiros
Mais à frente, respondendo à defesa de Fernando Schahin, sócio do Grupo Schahin, que também é réu no processo, Cerveró voltou a citar as propinas pagas pela Samsung. O advogado questionou o ex-diretor da Petrobras sobre a atuação do lobista Jorge Luz, dentro da Petrobras.  Nesse momento, ele acabou citando um caso envolvendo suposta propina recebida por Renan Calheiros.
“O Jorge Luz era um operador dos muitos que agiam na Petrobras. Eu conheci o Jorge Luz na propina que eu recebi, que faz parte da colaboração, que eu recebi na Argenitna. Ele foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda Petrobras 10.000 foi o Jorge Luz, encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, afirmou Cerveró. Logo em seguida, ele é interrompido pelo juiz Sérgio Moro, alegando que o caso citado pelo ex-diretor da Petrobras não faz parte da ação penal que estavam discutindo.
Informações já conhecidas
As informações dadas por Cerveró já haviam sido citadas pelo lobista Júlio Camargo, nos depoimentos de delação premiada. Inclusive, a participação de Eduardo Cunha foi objeto de uma das ações penais movidas pela Procuradoria Geral da República contra o deputado. De acordo com Camargo, o parlamentar recebeu US$ 5 milhões pela ajuda. O processo corre sob segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo Cunha foi procurado pelo G1, mas a assessoria disse que todas as informações sobre o caso já foram prestadas no processo. Ele nega o envolvimento nas intermediações de propina citadas pelos delatores da Lava Jato.
O senador Renan Calheiros também informou que nega as imputações e esclarece que já prestou todas

  • Nº de mortos por tremor no Equador passa de 400 (Luis Acosta/AFP)
  • Anatel suspende corte de internet fixa após limite (Bruno Campos / Ascom Macaé)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Bradesco fará oferta para comprar HSBC no Brasil, diz CEO

O Bradesco fará uma oferta vinculante pela unidade brasileira do HSBC em julho, disse nesta quarta-feira (17) o presidente do banco brasileiro, Luiz Carlos Trabuco.
"Nós fizemos uma oferta e estamos analisando", disse a jornalistas às margens de evento da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). "A oferta vinculante será feita em julho de acordo com calendário do vendedor", acrescentou.
O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, disse mais cedo neste mês que deve reduzir em cerca de 50 mil o quadro de funcionários do grupo e que metade disso virá da venda dos negócios no Brasil e na Turquia.
Santander Brasil e Itaú Unibanco também disputam o negócio, mas o Bradesco fez a maior oferta inicial, disseram à Reuters fontes a par do assunto.
O banco espanhol BBVA também afirmou considerar uma oferta pelas filiais colocadas à venda pelo britânico HSBC no Brasil e Turquia, disse o executivo-sênior do banco Vicente Rodero em reunião anual na Cidade do México, de acordo com o site CNN Expansion.

As mudanças são parte de um plano de reestruturação para economizar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões até 2017. O objetivo do banco é concentrar a atuação na Ásia, principalmente na China e na Índia.
A instituição financeira ainda deve reduzir seu quadro de funcionários no mundo em cerca de 50 mil. Desses, entre 22 e 25 mil serão cortados em todo o mundo.
A redução dos outros 25 mil deverá vir da venda das operações no Brasil e na Turquia. Esses funcionários deixarão os quadros do HSBC, mas não serão necessariamente demitidos, já que passarão a fazer parte dos quadros das instituições compradoras. Só no Brasil, o banco britânico tem mais de 21 mil funcionários.                    
brasil,são paulo 17 jun 2015.

País tem estrutura forte e vai superar dificuldades momentâneas para continuar crescendo.

Dilma: “Brasil tem grandes vantagens e deve saber usá-las. Porque um povo que não tem esperança também não constrói o futuro”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“O Brasil tem uma estrutura forte. Nós estamos enfrentando uma dificuldade momentânea. Nós vamos superar essa dificuldade. Aliás, nessa semana, na terça-feira [9], lancei um programa bastante ambicioso de investimento e infraestrutura também para ajudar o País a retomar o rumo do crescimento. Investi em rodovia, em ferrovia, o Brasil precisa ter ferrovia”.
E lembrou que somos a sétima economia do mundo. “Nós não temos fragilidades. Este País tem US$ 378 bilhões de reserva. Este País tem estruturas democráticas sólidas: tem um Judiciário, tem o seu Congresso, o seu Parlamento e tem o Executivo. Independentes e tendo de conviver com harmonia”.
A presidenta destacou ainda vários fatores que a fazem manter a confiança no Brasil. “Esse País tem uma força imensa. Uma agricultura ultra competitiva, tanto uma agricultura comercial como uma agricultura familiar. Tem um conjunto de empreendedores fortes; ele tem uma mão de obra; ele tem petróleo; ele tem minério; e ele tem esse povo que é fantástico. (…) Então, eu acho que nós temos tudo para ser um país que faz diferença”.
 A diferença brasileira na mudança climáticaDilma apontou, por exemplo, que o Brasil já faz a diferença na mudança do clima. “Todo mundo quer conversar com o Brasil sobre mudança do clima e fazer um acordo. Por quê? Porque nós somos o único que, voluntariamente, passou uma lei dizendo que até 2020 reduziria 36% da emissão de gás de efeito estufa. Isso, em relação a 2005. Nós estamos em 2015, faltando cinco anos. Nós cumprimos 72% da mais ousada meta de redução do efeito do clima”.
Segundo ela, esse avanço foi possível porque o Brasil é capaz de ter muita hidrelétrica, eólica, biomassa, porque faz uma agricultura chamada de baixo carbono, plantando direto na palha. “Isso aumenta a nossa produtividade, reduz todos os comprometimentos do meio ambiente. Porque nós somos capazes de rotar lavoura, pecuária e floresta. Enfim, porque nós acreditamos que é possível crescer, incluir, conservar e proteger”.
Apesar de tantos fatores positivos, Dilma chamou a atenção para o fato de que os brasileiros são muito exigentes consigo mesmos. “No Brasil, tem uma coisa que eu não vejo em outros países. Eu acho que nós somos mais críticos conosco do que nós merecemos. Eu estive recentemente num país que muitos comparam com o Brasil, mas que tem metade da sua população abaixo da linha da pobreza. Então, nós temos grandes vantagens. E temos de saber usá-las. Porque um povo que não tem esperança, também não constrói o futuro. Nós precisamos de esperança, nós precisamos da confiança do povo em si mesmo”.

InvestimentosSimultaneamente ao ajuste, é preciso fazer investimento em infraestrutura e manter os programas sociais, adicionou a presidenta. “Para não voltar para trás, para não voltar para aquela época que as pessoas não tinham casa, não tinham médico, não tinham acesso às coisas básicas. Eu acho que tem muito o que mudar. Eu não acho que está perfeito, acho que tem muito o que mudar, muito o que avançar e muito ainda o que construir”.
A expectativa dela é de que a inflação melhore até o final desse ano. “Todas as avaliações de mercado apontam para uma queda da inflação nos próximos meses. E eu sei, também, que no caso, por exemplo, da casa própria, eu acho que muita gente deve ter sofrido com essa consequência. Agora, é importante sinalizar que no Minha Casa, Minha Vida nenhuma das prestações da casa própria foi aumentada. Elas não variam de acordo com os juros, elas são fixas”.
Lembrou que, atualmente, o programa é uma das únicas oportunidades que existem, dentro da economia brasileira, para oferecer acesso à casa própria quem tem menos renda. “Como uma pessoa que ganha até R$ 1.600 compra casa hoje? O governo assegura e isso não vai mudar. Assegura que a pessoa pague uma parte da prestação, a parte menor do valor da casa, e nós pagamos a parte maior”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Câmara aprova urna com recibo para eleitor conferir voto em eleições.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), por 433 votos a favor e 7 contra, uma emenda à proposta de reforma política que prevê que as urnas eletrônicas passem a emitir um "recibo" para que os votos nas eleições possam ser conferidos pelos eleitores.

O texto aprovado também inclui na Constituição regras de fidelidade partidária e muda a norma para a apresentação de projeto de iniciativa popular. Outras cinco propostas foram rejeitadas pelo plenário (veja mais detalhes abaixo).

- Pelo texto, a urna imprimirá um registro do voto, que deverá ser checado pelo eleitor. Só após esta checagem que será concluído o processo eletrônico de votação. Depois, o recibo será depositado automaticamente em local lacrado e ficará em poder da Justiça Eleitoral. O eleitor não poderá levar o documento para casa. O recibo também não deverá ter a identificação do eleitor.

sábado, 7 de março de 2015

FHC organiza a tocaia

Os tucanos estão por trás da manifestação do próximo dia 15, mas cuidam, ardilosos, de não mostrar a cara

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Fernando Henrique Cardoso foi o anfitrião de uma das reuniões mais reveladoras e constrangedoras dos últimos dias. Exatamente a 27 de fevereiro, durante almoço no Instituto FHC, o ex-presidente enrolou-se mais uma vez numa proposta de ação política a respeito da passeata pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Estavam presentes os mais influentes tucanos, como o senador Aécio Neves (MG), presidente da legenda, os senadores Tasso Jereissati (CE), Aloysio Nunes Ferreira (SP) e José Serra (SP), além do senador Cássio Cunha Lima (PB).

Por outro lado, Aécio Neves, já sem a brandura mineira nos olhos, usou o mesmo disfarce: “Temos de estabelecer esse limite, ter esse cuidado. Não será iniciativa partidária”.
Os tucanos vão para a tocaia. Empoleirados numa árvore seca, sem folhas e sem frutos, torcendo, porém, pelo sucesso das manifestações de 15 de março, batizadas de “Impeachment Já”.
A passeata visa a desestabilização do governo. Para os tucanos, Dilma não pode superar a crise conjuntural nem sobreviver no poder até a eleição presidencial de 2018, que poderá ter Lula na disputa.
O senador Aloysio Nunes Ferreira ofereceu-se para representar o PSDB. Estará nas ruas de olho grande no contingente antipetista da capital paulista, na tentativa de se habilitar eleitoralmente para a disputa da prefeitura no próximo ano. Ele mostra-se disposto a sombrear a própria biografia. Golpeado em 1964, o tucano agora, contrariamente, ensaia os primeiros passos do andante golpista.
Não há uma linha tênue entre o sentimento traiçoeiro do PSDB e a democracia. Surgiu, entretanto, uma dissidência importante. O governador paulista, Geraldo Alckmin, não vê “razões para o impeachment”. Por que ele não terá ido ao almoço de FHC? Faltou convite ou terá recusado para cuidar de coisas mais importantes da administração, como, por exemplo, a crise hídrica?
O ex-presidente FHC é recalcitrante.  Recentemente saiu do escritório dele uma consulta ao advogado Ives Gandra Martins sobre a possibilidade de propor o impeachment de Dilma.