quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

'EUA vão ficar bem', diz Obama em última coletiva como presidente.

o pr esidente dos EUA, Barack Obama, concedeu nesta quarta (18) sua última entrevista coletiva antes de deixar o cargo. Na sexta, ele transfere a presidência a Donald Trump. Usando suas filhas como exemplo para garantir que é otimista em relação às próximas gerações, o presidente se disse confiante em relação ao futuro do país. "Acredito que as pessoas são mais boas do que ruins... é verdade que em privado eu xingo muito mais do que em público. Às vezes fico triste e frustrado, como todo mundo, mas em meu coração acredito que os Estados Unidos ficarão bem", afirmou. Obama elogiou a imprensa e ressaltou a importância de sua liberdade, dizendo que ela pressiona os que estão no poder a serem as melhores versões de si mesmos. Em relação à comutação da pena de Chelsea Manning e o vazamento de informações do governo, ele afirmou não acreditar que a libertação da militar possa animar ninguém que esteja disposto a fazer o mesmo que ela. "Ela passou por um processo muito duro", ressaltou e disse que sua sentença foi desproporcional às que outros acusados por crimes semelhantes receberam. "Estou confortável que a justiça foi cumprida e que a mensagem foi enviada em relação à segurança nacional", afirmou. Ele acrescentou que a proposta de Assange, fundador da WikiLeaks, que disse aceitar ser extraditado em troca da liberdade de Manning, não foi levada em conta na comutação.
Rússia As relações com a Rússia também foram discutidas, e Obama disse acreditar que é interesse do mundo e dos EUA ter uma boa relação com Moscou, e que ele buscou fazer isso durante seu governo. Mas, segundo o presidente, após Putin voltar à presidência, um sentimento anti-EUA cresceu naquele país. Ele destacou que as sanções americanas à Rússia são por causa da ingerência do país na Ucrânia, que teve sua soberania desrespeitada. Ele afirmou que é importante transmitir a mensagem de que países poderosos não podem sair invadindo e dominando países com menos poder. Transição Obama prometeu um processo pacífico de transição do poder a Trump, mas dezenas de congressistas democratas já anunciaram que irão boicotar a posse do republicano. O presidente disse que teve conversas "cordiais" e muitas vezes longas com seu substituto, e que ofereceu seus melhores conselhos, mas que não pode afirmar se ele os seguirá e que também não revelará o teor das conversas. Obama disse ainda acreditar que Trump pode mudar suas posições em relação a alguns assuntos e "chegar às mesmas conclusões que eu cheguei". O presidente reforçou também a importância de uma equipe competente e forte. "Este é um trabalho de tanta magnitude que você não pode fazer sozinho. Você depende muito de um time". Quanto ao boicote de democratas à posse, ele disse que não iria comentar o assunto, mas garantiu que ele e Michelle estarão lá, brincando que já checou a previsão climática e se assegurou de que não fará tanto frio quanto no dia de sua primeira posse. Vida após a presidência Sobre suas prioridades após deixar o cargo, Obama disse que pretende passar mais tempo com suas filhas e a mulher, com quem completa 25 anos de casamento este ano, e que deve escrever, observar os acontecimentos e também absorver com mais calma tudo o que passou em seus oito anos na Casa Branca. Ele afirmou ainda que pode se sentir impelido a se manifestar se sentir que alguns valores centrais estiverem correndo risco, como por exemplo no caso de uma institulização de alguma forma de preconceito racial, de obstáculos para que pessoas votem, de restrições à liberdade de imprensa ou a rejeição aos filhos de imigrantes. Obama justificou sua decisão de encerrar a política de "pés secos, pés molhados" em relação a imigrantes cubanos, afirmando que a reaproximação dos países e a abertura de viagens entre eles pesaram no momento de avaliar porque cubanos ainda tinham um programa que não beneficia imigrantes de outros países da América Latina. Segundo ele, a política representava "um antigo modo de pensar que não fazia mais sentido". Israel Ao ser questionado sobre o tom de Trump na questão de Israel e Palestina, que sinaliza uma discordância com a opção de dois estados, Obama disse que investiu muita energia, tempo e esforços para conversas de paz, e que se tornou claro que não é possível forçar uma paz, mas sim facilitar, promover uma plataforma, encorajar. Mas demonstrou preocupação porque o crescimento dos assentamentos israelenses "cria uma situação que torna a solução de dois estados impossível". Ele evitou, no entanto, comentar a posição de Trump. "Acho que minha visão está clara, vamos ver como a abordagem deles irá se desenvolver". Família A última pergunta da coletiva foi feita por uma repórter que, segundo Obama, o acompanha desde que ele era senador. "Ela sempre me escutou, então o mínimo que posso fazer é dar a ela minha última resposta como presidente", brincou. A questão foi sobre a relação dele e de sua mulher com as duas filhas adolescentes do casal, e sobre como a família lidou com o resultado das eleições, especialmente após um discurso esperançoso de Michelle. Ao dizer que Sasha e Malia o surpreendem, encantam e impressionam sempre, o presidente afirmou que nos últimos tempos também aprendeu muito com elas, e que foi interessante ver como reagiram à eleição. "Elas ficaram desapontadas, prestaram atenção no que a mãe delas disse, e acreditaram naquilo", admitiu. Mas Obama disse que tenta ensinar resiliência e esperança às meninas. "A única coisa que é o fim do mundo é o fim do mundo", disse. Ele afirmou ainda que não acredita que alguma delas tenha intenção de seguir uma carreira política.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Pulseira tecnológica avisa se você bebeu além da conta.

Se você é uma daquelas pessoas que vivem se perguntando se bebeu demais, saiba que em breve será capaz de ter essa resposta olhando para o seu telefone. Uma pulseira apresentada durante a Consumer Electronics Show (CES) 2017, maior feira de tecnologia do mundo, lê moléculas de álcool na pele do usuário para alertar quando ele passar dos limites por meio de um aplicativo. A Proof, nova pulseira desenvolvida pela empresa californiana Milo Sensors, se conecta a um aplicativo que informa a quantidade de álcool no seu organismo. De acordo com a startup, o vestível usa sensores eletroquímicos baseados em enzimas que convertem álcool consumido em corrente elétrica.
Desta forma, é possível detectar o nível de álcool no sangue de maneira instantânea. Além do relatório em tempo real, a pulseira também diz quanto tempo falta para ficar sóbrio e ainda estima o quão bêbado você vai ficar durante à noite. Os usuários podem estabelecer um limite para garantir que o consumo não fique fora de controle. O fundador da Milo Sensors está tentando conseguir verbas para financiar o produto. Em entrevista ao site Mashable, ele diz que a pulseira já passou por uma série de testes, e espera que o preço final do item fique entre US$ 100 e US$ 150 nos EUA.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Chineses temem futura guerra com EUA após promessas de Trump.

nal Global Times , ligado ao Partido Comunista da China (PCCh), publicou nesta sexta-feira um editorial crítico no qual adverte que se a diplomacia da equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prosseguir com seus desafios, ambas as partes "deveriam pensar em se preparar para um enfrentamento militar". "Como Trump ainda tem que tomar posse, a China mostrou contenção cada vez que os membros de sua equipe expressaram pontos de vista radicais, mas os EUA não deveriam pensar que Pequim tem medo de suas ameaças", afirmou a publicação, que pertence ao mesmo grupo editorial do Diário do Povo . O artigo responde principalmente às alusões que o secretário de Estado designado por Trump, Rex Tillerson, fez durante seu comparecimento ao Senado na quarta-feira, onde deu a entender que Washington não permitiria que a China tivesse acesso às ilhas do Mar da China Meridional, cuja soberiana, total ou em parte, é reivindicada por vários países vizinhos. "A menos que Washington planeje lançar uma guerra em grande escala no Mar da China Meridional, qualquer outro método para evitar o acesso chinês a essas ilhas será estúpido", garantiu o Global Times , que é conhecido por seus pontos de vista belicistas e nacionalistas.
O jornal lançou inclusive a hipótese de um conflito atômico, ao assinalar que "Tillerson faria bem em se atualizar sobre estratégias nucleares se quer que uma potência nuclear (em referência à China) se retire de seus próprios territórios". A China disputa com outros países da região, como as Filipinas e o Vietnã, a soberania de arquipélagos no Mar da China Meridional como as ilhas Spratly e as Paracel, mas esse contencioso esfriou com a chegada de Rodrigo Duterte à presidência filipina, já que o mesmo defende mais diálogo com Pequim e o afastamento de suas relações com Washington. "Justo no momento em que as Filipinas e o Vietnã tentam melhorar suas relações com a China, as palavras de Tillerson não poderiam ser mais irritantes", opinou o Global Times , que, ao longo do ano passado, já publicou vários artigos com críticas a Trump. Em seu comparecimento no Senado, Tillerson comparou as ações da China nas ilhas disputadas com a anexação russa da Crimeia, e assegurou que o novo governo de Trump, que assumirá a presidência em 20 de janeiro, enviará a Pequim um sinal claro de que deve interromper sua ampliação artificial das ilhotas na região que controla. No editorial, o Global Times afirmou que as palavras de Tillerson, "as mais radicais até agora" que os EUA emitiram na questão do Mar da China Meridional, poderiam ter sido apenas um gesto teatral, para que ele se mostrasse como um político firme em relação a Pequim. Outro jornal oficial, o China Daily , também se mostrou condescendente, assinalando que "é melhor não levar a sério as declarações (de Tillerson) porque são uma mistura de inocência, falta de visão, preconceitos e fantasias políticas não realistas". Se forem colocadas em prática "no mundo real" as ideias do futuro secretário de Estado, acrescentou o China Daily , "isto abriria o caminho para um devastador confronto entre China e Estados Unidos".

Pragmatismo domina busca de alianças na disputa pelo comando da Câmara...

a corrida pela presidência da Câmara e a proximidade da eleição interna, os partidos iniciaram uma disputa pelos cargos da Mesa Diretora e o pragmatismo passou a dominar a busca por alianças políticas na Casa. A eleição para presidente da Câmara está marcada para 2 de fevereiro e estão em jogo, ao todo, 11 cargos no comando da Casa. Os cargos deverão ser ocupados pelos próximos dois anos e a função dos deputados indicados é tocar o dia a dia da Câmara política e administrativamente. Opositor ao governo Michel Temer e ministro das Comunicações na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, André Figueiredo (PDT-CE), por exemplo, é pré-candidato e ainda tenta convencer PT e PCdoB, também da oposição, a apoiá-lo. Parte das bancadas, porém, estuda apoiar a possível candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do Palácio do Planalto e que votou a favor do impeachment de Dilma no ano passado. A articulação já gerou críticas de aliados do PT. Ministro da Integração Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes (PDT-CE), por exemplo, postou no Facebook nesta semana que "não quer acreditar" que o PT apoiará Rodrigo Maia:
"Sendo verdade, perderam completamente a noção de país, de nação e de interesse público. Trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que traição". Na mesma linha, o próprio André Figueiredo chegou a dizer que, para ele, é uma "grande incoerência" partidos que fazem oposição ao Palácio do Planalto apoiarem um aliado de Michel Temer. Para o novo líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), contudo, as conversas da legenda com Rodrigo Maia não significam precisamente um "problema". Ele ressaltou ao G1 que o PT já teve presidentes da Câmara que receberam votos de siglas adversárias. Na avaliação do deputado, é "importante" o PT garantir espaço na nova Mesa Diretora, até mesmo para ter mais força como oposição a Temer. "Estamos vivendo uma situação política radicalizada. Para exercermos nossa força de oposição, temos que ter nosso espaço político representado". Nesta semana, Zarattini esteve no ato de lançamento da candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) à presidência da Câmara. Jovair foi o relator do impeachment de Dilma na Câmara e recomendou o prosseguimento do processo por considerar que ela havia cometido crime de responsabilidade. No caso do PCdoB, o partido também estuda apoiar a possível candidatura de Rodrigo Maia. A decisão, contudo, só deverá ser tomada no próximo dia 17 (assim como no caso do PT). O líder do partido, Daniel Almeida (BA), disse ao G1 que Maia é o candidato com maior chance de harmonizar a Casa. Ele afirmou, ainda, que vai buscar formar aliança com siglas que tenham tamanhos semelhantes de bancada, independentemente da posição política. Os blocos podem ser desfeitos após a eleição.....

a situação econõmica do brasil....

A atual situação econômica do Brasil e suas perspectivas A atual situação econômica do Brasil vem causando muita preocupação à toda parcela da população que depende do seu próprio trabalho para garantir seu sustento. Sejam empregados ou empresários, estão todos preocupados com os rumos que nossa economia vem tomando nos últimos tempos. Essa preocupação com a atual situação econômica do Brasil vem fazendo com que empresários adiem investimentos e novos empreendedores aguardem momentos menos incertos para iniciar seus projetos. Como em todo momento de incerteza, uma certa dose de pânico se confunde com a frieza dos números e por isso é importante termos uma visão real do que está acontecendo
O que é fato e o que é pânico A atual situação econômica do Brasil e suas perspectivas A atual situação econômica do Brasil e suas perspectivas Os números não deixam dúvidas sobre a gravidade da situação econômica brasileira, muito embora o governo tente mascarar a crise com interpretações convenientes e a negação dos dados captados pelas diversas consultorias econômicas, instituições de classe e até mesmo das próprias agências e órgãos governamentais. A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. Acreditar em mais uma história sobre “marolas” é negar a realidade econômica do país e abrir a porta para o fracasso É claro que, como em toda situação de incerteza, principalmente em ano eleitoral, uma certa dose de pânico acaba se instalando. Esse também não é o caminho para a solução do problema, pois em momentos de histeria, decisões precipitadas podem também acabar destruindo o seu negócio. A origem do problema Os motivos que levaram a atual situação econômica do Brasil são muitos, mas alguns deles merecem um destaque especial. O primeiro deles é a total falta de investimentos em infraestrutura, que tem levado o país a perder competitividade tanto no ambiente interno quanto externo. A explicação para esse caos está na questão estratégica. O ajuste fiscal é inevitável para provocarmos uma reversão da atual situação econômica do Brasil, pois o uso de artifícios cínicos como a chamada contabilidade criativa das contas públicas não dará condições para que o país volte a crescer, só jogará mais para frente uma crise maior. A atual situação econômica do Brasil pode ser revertida, mas se depender apenas dos empreendedores, sem a colaboração do governo, fica impossível.

Moody's vai pagar quase R$ 3 bi para encerrar processo da crise financeira

Segundo investigação, crise 'não teria ocorrido sem o papel das agências de classificação de risco'.

A moody's, segunda maior agência de classificação de risco do mundo, aceitou pagar US$ 864 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões), informou nesta sexta-feira (13) o Departamento de Justiça americano (DoJ), para encerrar processo por seu envolvimento na chamada crise dos "subprimes", que abalou a economia dos Estados Unidos em 2008 e deu início à crise financeira mundial.

O acordo foi firmado com 21 estados americanos, Distrito de Columbia e o DoJ para resolver a questão. As autoridades acusavam a agência de classificação de risco de superestimar a nota dos créditos imobiliários de alto risco (hipotecas conhecidas como "subprimes").

Outra agência de classificação de risco, a Standard and Poor's (S&P), aceitou há quase dois anos pagar uma multa de US$ 1,37 bilhão (cerca de R$ 4,4 bilhões) com as mesmas partes pelo mesmo motivo: enganar os investidores sobre a qualidade dos créditos "subprime".
Moody's, S&P e Fitch foram amplamente criticadas após a crise financeira mundial por terem atribuído notas de baixo risco aos títulos hipotecários de alto risco vendidos antes da crise nos EUA, enquanto colhiam taxas lucrativas.
O acordo firmado com a Moody's "não apenas inclui uma multa significativa e a admissão dos fatos, mas também o compromisso de cumprir com as medidas desenhadas para garantir a integridade das avaliações financeiras", afirmou o procurador-geral-adjunto, Bill Baer.
O sistema espalhou o risco de inadimplência de hipoteca para bancos em todo o mundo e levou a uma série de colapsos financeiros em 2008, quando as pessoas começaram a não pagar empréstimos, o que fez com que o mercado imobiliário dos EUA implodisse em muitas áreas e provocasse a pior recessão do país desde a Grande Depressão, em 1929.
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Volkswagen diz que vai pagar multa de US$ 4,3 bi por fraude nos EUA.....

A Volkswagen confirmou nesta terça-feira (10) que negociou o pagamento de US$ 4,3 bilhões em multas pelo escândalo dos motores a diesel nos Estados Unidos. O acordo encerraria processos na esfera civil e criminal sobre o "dieselgate" e ainda precisa ser aprovado por autoridades americanas.

A montadora afirmou que também irá se declarar culpada pela conduta criminosa e será acompanhada por um monitor independente nos próximos 3 anos.
O Departamento de Justiça dos EUA não comentou o comunicado da empresa.
O "dieselgate" foi descoberto em setembro de 2015 por meio de uma acusação do governo americano.
A Volkswagen admitiu que usou um programa de computador para burlar resultados de testes de emissão de poluentes em 11 milhões carros com motor a diesel em todo o mundo. Nas ruas, o software era desativado e eles poluiam mais do que o nível aceitável.

É o 2º acordo bilionário nos EUA
Em outubro passado, o grupo já tinha aceitado um acordo na Justiça americana para pagar US$ 15 bilhões em compensações aos proprietários dos cerca de 600 mil carros vendidos naquele país e envolvidos na fraude.
Os clientes podem escolher entre revender o carro para a montadora ou levá-los para recall que vai corrigir o problema.
Com mais este acordo, os gastos da Volkswagen como o "dieselgate" chegam a quase US$ 20 bilhões, mais do que o previsto pela empresa.
A montadora foi multada também no Brasil, onde há 17 mil unidades da picape Amarok com o software, mas entrou na Justiça contra as cobranças.