domingo, 17 de setembro de 2017
QUANDO DEVE SER FEITA A LIMPEZA DO AR-CONDICIONADO AUTOMOTIVO?
Em um país com temperaturas tão altas como o Brasil, o ar-condicionado automotivo é um item praticamente obrigatório para muitos motoristas — principalmente para aqueles que costumam passar uma boa parte do dia enfrentando o trânsito caótico das grandes cidades. Mas não vale ficar só curtindo o ambiente agradável que esse equipamento proporciona e se esquecer de fazer a devida limpeza! Afinal, um sistema de ar-condicionado sem a higienização correta, além de ter seu funcionamento afetado, pode causar sérios problemas à saúde.
Que tal se prevenir acompanhando o post de hoje para descobrir quando deve ser feita a limpeza do ar-condicionado automotivo? Confira!
CONHECENDO OS SINAIS DE QUE É HORA DE UMA BOA LIMPEZA
A recomendação é fazer a limpeza do ar-condicionado automotivo a cada 6 meses e uma manutenção a cada 30 mil quilômetros rodados. Porém, alguns sinais também podem indicar essa necessidade. Veja:
MAU CHEIRO
O mau cheiro é um dos principais sinais que apontam para a necessidade de limpeza do ar-condicionado automotivo. O odor desagradável é causado pelo acúmulo de ácaros, bactérias e fungos nos filtros de ar do sistema de refrigeração. Sem a higienização adequada, eles se desenvolvem, criando verdadeiras colônias e espalhando um cheiro desagradável por todo o interior do carro.
PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
Esses microrganismos que ficam presos ao filtro de ar também são responsáveis por diversos problemas respiratórios — como rinite, asma e alergias. Por isso, fazer uso do ar-condicionado automotivo sem a devida higienização representa um grande risco à saúde, principalmente das crianças. Assim, se os espirros e as dificuldades respiratórias aparecem justamente ao ligar o ar-condicionado, pode saber que é hora de fazer uma boa limpeza.
DIFICULDADE DE VENTILAÇÃO
Uma maior dificuldade na ventilação também pode ser sinal de necessidade de limpeza, já que o filtro de ar sujo pode impedir parte da passagem do ar, comprometendo a eficiência do ar-condicionado automotivo. Assim, para atingir a temperatura desejada, o sistema precisa ficar ligado por mais tempo e em uma potência maior, consumindo mais bateria e combustível. É simples: um ar-condicionado automotivo em más condições de limpeza pode afetar a performance de todo o veículo.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Ar-condicionado de veículo pode acumular fungos durante inverno....
Você sabia que o ar-condicionado de seu veículo pode acumular fungos durante inverno, período que normalmente é mantido desligado? O Radar Litoral traz dicas para você fazer a manutenção preventiva e mantê-lo higienizado.
De acordo com o mecânico e técnico em manutenção em ar-condicionado automotivo, Roberto dos Santos, da Center Car Automotivo, de São Sebastião, mesmo durante o inverno o sistema de ar-condicionado do veículo deve ser ligado pelo menos uma vez por semana. "O filtro de cabine é um local que acaba ficando úmido, de maneira que o sistema deve ser acionado para não deixar criar ácaros e fungos".
Ele lembra que, anualmente, deve ser feita a manutenção do ar-condicionado, o que pode incluir a carga de gás, troca de filtro de cabine, manutenção do compressor e, claro, a higienização.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Evitar entrar em confronto com o devedor e focar nos clientes que pagam bem são algumas das dicas que minimizam as chances de sofrer com calotes Fonte: Economia -
Ao longo de 2016, o Brasil registrou níveis elevados de inadimplência. De acordo com dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), foram mais de 58,5 milhões de pessoas que deixaram de honrar algum compromisso no ano passado, o que representa 39% da população adulta do País.
LEIA MAIS: Micro e pequenas empresas registram queda na pontualidade de pagamentos
A redução de investimentos e o aumento do desemprego foram alguns dos fatores que contribuíram para o avanço da inadimplência – questão amplamente prejudicial às empresas, que sofrem com reflexos diretos ao caixa.
Pensando neste problema, Caio Katayama, sócio-fundador da Ótris, empresa especializada em recuperação de crédito, listou cinco dicas para que os empreendedores minimizem os riscos de calote em seu negócio. Confira:
1) Evite conflitos
Não entre em confronto com seu devedor. Isto pode ser constrangedor e até mesmo perigoso. Existem profissionais no mercado que podem ser úteis ao seu negócio no momento em que você precisa receber pela venda ou serviço que prestou.
LEIA MAIS: Veja 10 dicas de como utilizar big data para alavancar negócios
2) Foco em quem paga bem
Não desperdice tempo com "caloteiros". Isso vai fazer apenas com que você se estresse e perca outras boas oportunidades. Foque nos bons pagadores, pois eles são capazes de fazer a diferença nos resultados da sua empresa.
Fonte: Economia -
3) Conheça seu cliente
Para evitar dores de cabeça com os inadimplentes, é importante saber com quem você está negociando. Cheque os documentos e procure fazer uma análise de crédito. Se você presta serviços ou fornece produtos, também é interessante fazer um pequeno contrato de venda, pois este documento reduz as chances de calote.
4) Esteja atento
Procure sempre identificar pessoas mal-intencionados. Vale ficar atento aos clientes que procuram por produtos ou serviços mais caros e não demonstram nenhum tipo de preocupação com os valores em questão – postura comum aos maus pagadores.
LEIA MAIS: Antecedência é o segredo para não cair na malha fina do Imposto de Renda
5) O primeiro boleto
Para quem fatura por meio de boleto, é importante prestar atenção no pagamento da primeira parcela para evitar problemas com a inadimplência. Grande parte dos clientes que atrasam a fatura inicial não serão bons pagadores. Tome cuidado para que o tamanho da dívida não fique grande demais e acompanhe de perto as pessoas com este perfil.
Fonte: IG
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Dólar fecha a R$ 3,15, na menor cotação desde outubro de 2016.
dolar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (27), no patamar de R$ 3,15 e na menor cotaçãodesde outubro, após a divulgação de dados mais fracos sobre a economia norte-americana, que enfraqueceram um pouco as apostas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar os juros mais do que o esperado.
A moeda norte-americana caiu 0,89%, vendida a R$ 3,152 – menor cotação de fechamento desde 26 de outubro (R$ 3,1423). Na mínima da sessão, a divisa chegou a ser negociada a R$ 3,14. Veja a cotação
O dólar marcou também sua sexta semana consecutiva de queda, com perda acumulada de 7%, segundo a Reuters.
No ano, a moeda acumula baixa de 3% frente ao real.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,13%, a R$ 3,1762
Às 9h49, queda de 0,37%, a R$ 3,1687
Às 10h30, queda de 0,5%, a R$ 3,1643
Às 11h20, queda de 0,42%, a R$ 3,1670
Às 11h49, queda de 0,66%, a R$ 3,1595
Às 12h30, queda de 0,88%, a R$ 3,1525
Às 13h19, queda de 1%, a R$ 3,1487
Às 14h29, queda de 0,84%, a R$ 3,1536
Às 15h49, queda de 0,90%, a R$ 3,1518
Às 16h40, queda de 0,85%, a R$ 3,1533
Segundo a Reuters, o viés de baixa da moeda norte-americana veio desde cedo, num movimento de ajuste após duas sessões de alguma elevação e diante de expectativas de ingresso de fluxo de recursos por conta de recentes captações de empresas.
A economia dos Estados Unidos avançou 1,9% no 4º trimestre de 2016, o menor crescimento desde 2011. O desempenho foi prejudicado pelas exportações de soja, mas os gastos estáveis do consumidor e o aumento do investimento empresarial sugerem que a economia continuará a crescer.
Com o dado mais fraco, a pressão na inflação tende a diminuir, reduzindo apostas de que o Fed possa elevar os juros ainda mais. Este cenário de mais juros começou a ser desenhado com a vitória de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, com temores de que sua política econômica seja inflacionária, o que poderia levar o Fed a elevar mais os juros locais, atraindo para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.
Cenário local
Internamente, a possibilidade de ingressos de recursos seguia no horizonte dos investidores, com a janela de captações aberta às empresas brasileiras, contribuiu para a manutenção do viés de baixa da moeda norte-americana.
O Banco Central brasileiro vendeu integralmente o lote de até 15 mil swaps tradicionais - equivalente à venda futura de dólares - para rolagem dos vencimentos dos contratos em fevereiro. Com este leilão, o BC já vendeu o equivalente a US$ 5,7 bilhões para rolar o total de US$ 6,431 bilhões que vence em fevereiro.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Moeda norte-americana fechou o dia sendo vendida a R$ 3,169, com queda de R$ 0,0014; índice Ibovespa teve alta de 1,9% e chegou a 65.748 pontos Fonte: Economia - ig
Em um dia tranquilo para mercado financeiro no Brasil, o dólar teve redução para o menor valor em quase três meses, enquanto a bolsa de valores fechou no maior nível em quase cinco anos.
LEIA MAIS: Demanda de empresas por crédito registra queda de 2,2%, diz Serasa Experian
O dólar comercial encerrou a segunda-feira (23) vendido a R$ 3,169, com queda de R$ 0,014 (-0,43%). A cotação fechou no valor mais baixo desde 8 de novembro (R$ 3,167), dia das eleições que elegeram Donald Trump presidente dos Estados Unidos.
A alta do índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, foi de 1,9%, chegando aos 65.748 pontos. É o nível mais elevado desde março de 2012. Os maiores ganhos ocorreram com as ações da mineradora Vale e do Banco do Brasil, com altas próximas a 4%.
Fonte: Economia - iG ...
Swap cambial
O fato de o Banco Central ter vendido 15 mil contratos de swap cambial tradicional influenciou a alta do dólar. Estes contratos equivalem à venda de dólares no mercado futuro e têm como objetivo segurar a alta ou forçar uma queda da divisa. A moeda norte-americana acumula queda de 2,5% em janeiro.
LEIA MAIS: Metade dos empresários do varejo está com estoque inadequado
Em novembro, a moeda norte-americana subiu 6,18% após Trump vencer as eleições para a presidência dos Estados Unidos. No entanto, a alta foi revertida nas últimas semanas, operando próximo aos níveis registrados antes da votação.
O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou no ínicio de dezembro que os juros básicos dos Estados Unidos podem crescer até três vezes este ano dependendo da política econômica de Trump. Segundo o órgão, caso o novo presidente aumente os gastos públicos para estimular a maior economia do planeta, a autoridade monetária terá de subir os juros para evitar que a inflação no país aumente.
Fonte: Economia - iG @....
As axas mais altas nos Estados Unidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, e pressionam para cima o dólar em todo o planeta. Isso porque os investidores internacionais lucram menos com a diferença entre as taxas altas nos países emergentes e as taxas menores nos países desenvolvidos.
Fonte: Economia - ig ....
domingo, 22 de janeiro de 2017
Uma aposta acertou os seis números da Mega-Sena e ganhará o prêmio de R$ 28,7 milhões. O jogo foi feito em Itanhaém, no litoral paulista ....
Foi divulgado no início da noite deste sábado (21) o resultado do concurso 1.896 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado pela Caixa Econômica Federal no Caminhão da Sorte, que estava em Teófilo Otoni, Minas Gerais.
Uma aposta acertou os seis números da Mega-Sena e ganhará o prêmio de R$ 28,7 milhões. O jogo foi feito em Itanhaém, no litoral paulista. Foi a primeira vez no ano que alguém acerta os seis números – o prêmio estava acumulado desde o primeiro sorteio do ano, realizado no dia 4 de janeiro em São Paulo.
Outras 133 apostas acertaram cinco números e receberão o prêmio da Quina, que será de R$ 19,5 mil para cada. A Quadra – quando os jogadores acertam quatro dezenas – saiu para 7.692 apostas, que receberão R$ 482 cada uma.
O próximo sorteio está marcado para quarta-feira (25). O prêmio estimado pela Caixa é de R$ 2,5 milhões.
Sobre o concurso
A Mega-Sena é realizada pela Caixa Econômica Federal e pode pagar milhões ao apostador que acertar seis números. Os sorteios ocorrem ao menos duas vezes por semana – normalmente, de quarta-feira e sábado. Ainda é possível ganhar prêmios menores ao acertar quatro (Quadra) ou cinco dezenas (Quina).
LEIA MAIS: Número 5 é o mais sorteado em todos os concursos da Mega-Sena
O próprio jogador pode escolher os números que vai jogar ou tentar a sorte com a “Surpresinha”, na qual o sistema escolhe os números. É possível também concorrer com as mesmas dezenas por dois, quatro ou oito concursos consecutivos, por meio da chamada “Teimosinha”.
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Prêmios
Os prêmios iniciais costumam ser de aproximadamente R$ 2,5 milhões para quem acerta seis dezenas. O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor. Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante.
Divisão do prêmio
O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 46% da arrecadação. Desse total, 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados; 19% entre os acertadores de cinco números (Quina), 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra), 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos de final zero ou cinco e 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Os obstáculos para que Trump cumpra suas principais promessas
donald trump se elegeu presidente prometendo mudanças radicais na postura do governo americano em relação ao comércio exterior e à imigração. Ele diz que as propostas buscam proteger o país de ataques terroristas, estimular a criação de empregos e favorecer trabalhadores americanos.
Erguer um muro na fronteira com o México
A fronteira entre EUA e México tem cerca de 3.000 quilômetros - a mesma distância entre a cidade brasileira de Natal e Dacar, a capital do Senegal -, e já existe algum tipo de barreira em um terço de sua extensão. As demais áreas ficam em regiões desérticas ou montanhosas, de difícil acesso.
Engenheiros afirmam que, caso Trump decida erguer um muro de concreto, uma opção que consideram natural, o material teria de ser produzido em fábricas próximas à construção - o que em alguns pontos acarretaria altos custos e desafios logísticos.
Em entrevista recente, o novo presidente afirmou que em alguns trechos o muro poderia ser substituído por cercas. Ele disse que a obra custaria até US$ 12 bilhões. Já o jornal The Washington Post calculou que o preço se aproximaria dos US$ 25 bilhões.
Outra complicação seria erguer o muro em áreas privadas ao longo da fronteira, o que poderia exigir custos adicionais para a compra das terras ou batalhas judiciais contra os donos.
Deter e deportar todos os imigrantes ilegais
Estima-se que 11 milhões de imigrantes irregulares vivam nos EUA, muitos dos quais ingressaram por terra e jamais entraram nos registros do governo. Para localizá-los, seria preciso realizar uma operação monumental, com inspeções em abrigos, fazendas, fábricas e lojas por todo o país.
Para dar conta da missão, Trump pretende triplicar para 15 mil o número de agentes de deportação.
Não haveria, porém, espaço para acolher os detidos até que eles tivessem o pedido de deportação analisado por um juiz, etapa obrigatória na maioria dos casos. Os centros de detenção hoje comportam 34 mil pessoas, enquanto especialistas estimam que seriam necessárias ao menos 300 mil vagas.
A megaoperação também sobrecarregaria os juízes migratórios, tornando os processos de deportação ainda mais lentos (hoje, em algumas partes dos EUA, migrantes podem esperar até dois anos pela primeira audiência).
Advogados afirmam que, se tentar barrar muçulmanos, a Suprema Corte poderia facilmente derrubar a proposta com base na emenda constitucional que proíbe a discriminacão por religião.
Trump vem sinalizando, porém, que em vez de adotar critérios religiosos, pode vetar a concessão de vistos a nacionalidades específicas - algo que, segundo especialistas, a legislação lhe permitiria fazer. Ele diz que a medida se aplicaria a países que "exportam terroristas" e a regiões onde não é possível checar os antecedentes dos viajantes com precisão.
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ESTADOS UNIDOS
Os obstáculos para que Trump cumpra suas principais promessas
BBC BRASIL.com
20 JAN 2017 07h29 atualizado às 08h15
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Donald Trump se elegeu presidente prometendo mudanças radicais na postura do governo americano em relação ao comércio exterior e à imigração. Ele diz que as propostas buscam proteger o país de ataques terroristas, estimular a criação de empregos e favorecer trabalhadores americanos.
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Trump diz que suas propostas visam proteger os EUA de ataques terroristas, favorecer americanos e criar empregos
Trump diz que suas propostas visam proteger os EUA de ataques terroristas, favorecer americanos e criar empregos
Foto: EPA / BBCBrasil.com
Mas qual a viabilidade das medidas?
No dia em que o empresário assume a Casa Branca, a BBC Brasil lista desafios que o sucessor de Barack Obama deverá encarar para tirar algumas de suas principais propostas do papel.
Erguer um muro na fronteira com o México
A fronteira entre EUA e México tem cerca de 3.000 quilômetros - a mesma distância entre a cidade brasileira de Natal e Dacar, a capital do Senegal -, e já existe algum tipo de barreira em um terço de sua extensão. As demais áreas ficam em regiões desérticas ou montanhosas, de difícil acesso.
Engenheiros afirmam que, caso Trump decida erguer um muro de concreto, uma opção que consideram natural, o material teria de ser produzido em fábricas próximas à construção - o que em alguns pontos acarretaria altos custos e desafios logísticos.
Em entrevista recente, o novo presidente afirmou que em alguns trechos o muro poderia ser substituído por cercas. Ele disse que a obra custaria até US$ 12 bilhões. Já o jornal The Washington Post calculou que o preço se aproximaria dos US$ 25 bilhões.
Outra complicação seria erguer o muro em áreas privadas ao longo da fronteira, o que poderia exigir custos adicionais para a compra das terras ou batalhas judiciais contra os donos.
Deter e deportar todos os imigrantes ilegais
Estima-se que 11 milhões de imigrantes irregulares vivam nos EUA, muitos dos quais ingressaram por terra e jamais entraram nos registros do governo. Para localizá-los, seria preciso realizar uma operação monumental, com inspeções em abrigos, fazendas, fábricas e lojas por todo o país.
Para dar conta da missão, Trump pretende triplicar para 15 mil o número de agentes de deportação.
Não haveria, porém, espaço para acolher os detidos até que eles tivessem o pedido de deportação analisado por um juiz, etapa obrigatória na maioria dos casos. Os centros de detenção hoje comportam 34 mil pessoas, enquanto especialistas estimam que seriam necessárias ao menos 300 mil vagas.
A megaoperação também sobrecarregaria os juízes migratórios, tornando os processos de deportação ainda mais lentos (hoje, em algumas partes dos EUA, migrantes podem esperar até dois anos pela primeira audiência).
Suspender entrada de muçulmanos
Trump promete mudanças radicais na imigração e comércio exterior dos Estados Unidos
Trump promete mudanças radicais na imigração e comércio exterior dos Estados Unidos
Foto: Getty Images
Advogados afirmam que, se tentar barrar muçulmanos, a Suprema Corte poderia facilmente derrubar a proposta com base na emenda constitucional que proíbe a discriminacão por religião.
Trump vem sinalizando, porém, que em vez de adotar critérios religiosos, pode vetar a concessão de vistos a nacionalidades específicas - algo que, segundo especialistas, a legislação lhe permitiria fazer. Ele diz que a medida se aplicaria a países que "exportam terroristas" e a regiões onde não é possível checar os antecedentes dos viajantes com precisão.
Forçar a China a mudar práticas comerciais
Trump disse que cobrará Pequim a deixar a moeda chinesa se valorizar (o que tornaria os produtos chineses menos competitivos no exterior) e a interromper a concessão de subsídios injustos à indústria chinesa. Ele afirmou que poderá impor uma taxa de até 45% a importações chinesas como forma de pressão.
Analistas apontam, porém, que uma guerra comercial contra a China poderia prejudicar empresas americanas que fabricam componentes no país asiático, como a Apple. Dificilmente essas empresas conseguiriam transferir a produção para os Estados Unidos sem encarecer os produtos, já que a mão de obra americana é mais cara que a chinesa.
Essas empresas poderiam perder mercado e, caso a China decida retaliar os EUA, companhias americanas poderão enfrentar dificuldades adicionais para exportar ao país asiático. Outra possível consequência seria o encarecimento de produtos nas prateleiras americanas.
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